
Apesar dos vinte anos de carreira só agora o Rosa de Saron está se tornando conhecido do público em geral. Então para começar conte um pouco da trajetória de vocês até aqui. A banda sofreu mudanças na formação?
A banda começou em 1988, dentro do movimento de Renovação Carismática da Igreja Católica. Nos juntamos para tocar nos encontros, retiros e eventos da Igreja. Em pouco tempo começamos a fazer nossas próprias músicas e inscrevê-las em festivais. Sempre pegávamos as primeiras colocações, isso foi nos motivando a investir mais seriamente no trabalho autoral e também a divulgar mais a banda.Complementando, a banda sofreu poucas alterações nesse tempo todo, a mais séria foi a troca de vocalista em 2001.
Nesse tempo nunca houve a vontade de sair do segmento religioso e tentar o mercado pop?
Nunca pensamos em parar de falar sobre Deus em nossas músicas, se é essa a pergunta. Aliás, nunca deixaremos de falar de Deus porque Ele é a coisa mais importante nas nossas vidas. É algo do qual jamais abriremos mão e acho que nem se quiséssemos conseguiríamos, afinal a arte é sempre reflexo do artista, um retrato do que ele pensa e sente, não tem como expressar nossas opiniões, nossa visão sem que Deus apareça ali. Está na nossa história.
Mas se for falar de segmento do ponto de vista mercadológico aí é complicado, porque nosso trabalho entra muito forte no mercado não religioso também.
Vocês começaram como uma banda de metal. Fale um pouco sobre essa época. O que o pessoal das comunidades achava da música da banda? E o pessoal quem ouvia vocês nessa época reclama do som mais pop de atualmente?
Éramos mais novos e fazíamos o som que fazia nossa cabeça na época, somos da geração que conheceu o auge do Heavy Metal. Foi importante pra gente, mas chegou um momento que sentimos vontade de experimentar novas sonoridades e nesse sentido o metal te limita porque é um estilo conservador em si mesmo, tradicional, não gosta de mudanças. Havia muita rejeição por parte das comunidades sim, críticas que as vezes nos desanimavam, mas eu prefiro lembrar que também recebemos muito apoio, pessoas que verdadeiramente acreditavam na proposta do nosso trabalho. Isso pesou muito mais na balança pra gente, graças a Deus!
Como eu disse até por esse tradicionalismo do público fã de metal, quando a banda pegou um caminho mais pop, houve sim reclamações, é claro. Mas por incrível que pareça, reclamaram muito menos do que esperávamos, tínhamos uma expectativa muito pior que acabou não se confirmando. Acredito que isso aconteceu porque boa parte de nosso público, antes de ser roqueiro é cristão, então o fundamental é manter a fidelidade à proposta da mensagem muito mais do que ao estilo musical.
Quais são os planos do Rosa de Saron para esse ano?
Por enquanto tocar muito, divulgar nosso trabalho, expandir nossa mensagem. Durante 2009 iremos ainda trabalhar em cima do DVD Rosa de Saron Acústico e Ao Vivo porque só agora muitas pessoas estão tendo acesso a ele, estão descobrindo esse trabalho. Queremos aproveitar essa oportunidade de divulgação e fazer nossas canções chegarem onde nunca haviam chegado antes. Inspirar as pessoas com elas, emocioná-las, tocar seus corações. Parece ambicioso, né? Mas a gente acredita.
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